Operação da DHPP Resulta Na Prisão De Corretor de imóveis por tentativa de homicídio em escritório de advocacia em Palmas
- Palmas Turbo News

- 18 de jun. de 2025
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Investigação aponta motivação financeira e conduta reiterada de violência por parte do suspeito, que já possui antecedentes por crimes graves. Prisão ocorreu durante a Operação Opto, deflagrada Divisão de Homicídios e Proteção a Pessoa da Capital.

A Polícia Civil do Tocantins prendeu na manhã desta quarta-feira (18), em Palmas, o corretor de imóveis Gleiginaldo Parente da Silva Aguiar, de 54 anos, investigado por tentativa de homicídio qualificado durante uma reunião no interior de um escritório de advocacia, ocorrido em março de 2025. A prisão foi realizada no âmbito da Operação Opto, que investiga crimes cometidos em contextos de litígios contratuais envolvendo propriedades rurais.
Segundo as autoridades, o crime ocorreu no dia 25 de março, durante uma reunião entre o corretor, um casal de clientes e advogados que tratavam de um possível distrato de contrato de compra e venda de imóvel rural. A anulação do negócio implicaria na perda de comissões para o corretor, o que, conforme as investigações, teria motivado a violenta reação do investigado.
Armado com um canivete, ele desferiu dois golpes contra a vítima, que precisou ser encaminhada ao Hospital Geral de Palmas (HGP). A tentativa de fuga foi frustrada pela pronta intervenção dos advogados presentes, que contiveram o agressor até a chegada da polícia.
O delegado Eduardo Menezes, responsável pelas investigações, afirmou que o comportamento do suspeito é marcado por condutas ameaçadoras, agressivas e reincidentes, sendo frequente a prática de intimidações e ameaças de morte. “As investigações mostraram que o autor mantinha uma postura agressiva e intimidatória, proferindo ameaças com frequência, inclusive dizendo que mataria quem lhe devia e que no Tocantins não havia lei, pois quem mandava era ele”, destacou o delegado.
Além do caso atual, Gleiginaldo Aguiar possui antecedentes criminais por falsidade ideológica, corrupção, porte ilegal de arma de fogo e lesões corporais, alguns deles também envolvendo o uso de armas brancas. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o histórico do investigado revela um padrão de comportamento violento e propensão à reiteração delitiva, justificando, segundo a autoridade policial, a decretação da prisão preventiva como instrumento de proteção à ordem pública.
A defesa do corretor, por meio do advogado Leandro Freire, informou que pedirá a revogação da prisão preventiva durante a audiência de custódia. Em declaração à imprensa, o advogado afirmou que seu cliente teria sido o primeiro a sofrer agressões físicas e que o episódio ocorreu no contexto de disputa sobre comissões recebidas em bens — especificamente tratores — que teriam sido alvo de tentativa de expropriação.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deve concluir o inquérito nas próximas semanas. A prisão foi considerada fundamental para evitar a intimidação de testemunhas e garantir o andamento regular do processo penal.



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